por Laila Sena

O transplante de células do cordão umbilical vem crescendo nos últimos dez anos, segundo o dr. Leandro de Pádua. "Estudos clínicos já realizados e em andamento apontam que essa é uma opção de tratamento que deve ajudar muitos pacientes que estão à espera de um doador de medula óssea", disse. E já não é a primeira vez que abordamos esse assunto por aqui. Da primeira foi sobre as grávidas podem ser doadoras de medula óssea.

A Rede BrasilCord reúne os Bancos Públicos de sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BPSCUP) e tem por objetivo armazenar amostras de sangue de cordão umbilical, material rico em células-tronco hematopoéticas (capazes de produzir os elementos fundamentais do sangue), essenciais para o transplante de medula óssea.

 


Enquanto seu filho nasce, algum paciente pode renascer.

Com o surgimento da rede, as chances de transplante para pacientes que não contam com um doador aparentado aumentam consideravelmente, assim como o número de transplantes a serem realizados. Agora, algumas das principais capitais do Brasil contam com uma unidade da Rede BrasilCord. Em 2010, Fortaleza e Belém ganharam seu primeiro banco, e com isso o país já soma nove unidades: quatro em São Paulo, uma no Rio de Janeiro, uma no Distrito Federal e outra em Santa Catarina. Neste ano, a meta é chegar a 13 bancos.

A doação do cordão umbilical do recém-nascido para um banco público é voluntária e deve ser autorizada pela mãe do bebê. O órgão fica disponível para qualquer pessoa que precise do transplante de medula óssea. Os bancos da Rede BrasilCord, em parceria com o REDOME, mantém convênio com determinadas maternidades para a coleta dos cordões, e as doações só podem ser realizadas nesses hospitais.

Que tal tornar o nascimento do seu filho no renascimento de algum paciente? :)

 

- Para saber mais informações sobre a doação de cordão umbilical, clique aqui.