por Laila Sena
E aí que você se cadastra no REDOME... E depois, o que acontece?
Assim como os pacientes, você doador também deve esperar pela compatibilidade sonhada. Um dia acontece com você...
Doador piauiense é convocado pelo INCA para transplante
Depois de encontrar um doador para um paciente dos Estados Unidos, no final do ano passado, agora o Hemocentro do Piauí (Hemopi) poderá ser a salvação de um paciente do Rio de Janeiro. A compatibilidade foi detectada através do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA).
De acordo com a supervisora do Redome no Piauí, Perpétua Medeiros, o doador piauiense foi convocado pelo Instituto do Câncer (INCA), nesta semana, para fazer fazer os exames de confirmação de compatibilidade. "O sangue será coletado e vai ser encaminhado para a Universidade Federal do Piauí, onde será feito o Exame de Histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar as características genéticas do doador".

O Redome é um cadastro único e todas as pessoas que já doaram sangue alguma vez na vida para as campanhas de doação de medula óssea realizadas desde 2004, fazem parte desse cadastro. O doador que poderá ajudar o paciente do Rio de Janeiro faz parte do cadastro Redome desde 2008, quando participou de umas das campanhas de doações realizadas em Teresina. Para se cadastrar só é necessário ter idade entre 18 e 55 anos e não ser portador de Hepatite dos tipos B e C e não ser portadoer do vírus HIV, apresentar RG, CPF e o Cartão Nacional do SUS.
O Redome foi criado em 2000 e é o terceiro maior banco de dados de doadores do mundo, com mais de dois milhões de cadastros, ficando atrás em número de cadastrados apenas dos Estados Unidos (5 milhões) e Alemanha (3 milhões). Ele é utilizado, principalmente, quando não há um doador compatível na família do paciente e é preciso fazer o cruzamento genético com o de outras pessoas desconhecidas, que podem estar em qualquer parte do mundo. No Brasil, a chance de encontrar uma medula que seja compatível é em média 1 em 100.000.
Apesar de que, para doar, basta se dirigir ao Hemopi, ge-ralmente o número de doadores só tem aumento significativo quando são realizadas campanhas amplamente divulgadas na mídia. No Piauí, atualmente, há 50 mil pessoas cadastradas. "Esse número poderia ser bem maior se as pessoas tivessem mais consciência e maior divulgação. Com a doação a pessoa salvar uma vida e tem milhares de pessoas precisando", diz a supervisora de cadastro, Amparo Costa.